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Flash Forward é o novo Lost?*
Ação, tensão e muito, muito mistério: a fórmula que consagrou a série Lost, criada por J.J. Abrams, é o principal elemento de Flash Forward. Não é a toa que a nova série da rede ABC, que estreou na última quinta-feira 24, teve seus primeiros teasers divulgados nos intervalos da 5ª temporada de Lost. Vídeos com duração de aproximadamente 10 segundos mostravam imagens rápidas seguidas da frase “what did you see?” (“o que você viu?” em português) e foi o suficiente para aguçar a curiosidade de espectadores.
Na internet começaram a ser divulgadas informações sobre o mote principal da série: Em uma manhã aparentemente normal toda a população mundial sofre uma espécie de blackout e desmaiam ao mesmo tempo. Os desmaios tem exatamente a mesma duração, dois minutos e 17 segundos, e em praticamente todas as ocasiões as pessoas experimentam o que parece ser uma alucinação. Alguns acordam, outros não, já que muitos estavam dirigindo ou em aeronaves, no momento do apagão, e uma quantidade incontável de acidentes de diversas proporções ocorre em escala global. As causas do fenômeno ninguém sabe, mas todos tem certeza de que o que viram durante seus desmaios não foi alucinação e tampouco lembranças do passado: foram visões do futuro.
As semelhanças com o fenômeno Lost vão desde a estrutura
narrativa até o que parece ser a chave para todo o mistério: as viagens no tempo. Em Lost o conceito de Flash Forward foi introduzido como recurso narrativo no fim da 4ª temporada. No episódio vemos Jack e posteriormente Kate em cenas que, por não se passarem na ilha, dão a impressão de serem visões do passado (flash backs, portanto) até que os dois iniciam um diálogo que termina com a já antológica frase dita por Jack “we have to go back!” (“Nós precisamos voltar!”). Percebemos atônitos que Jack se refere à ilha e o que estamos vendo é uma visão do futuro! Mas será que este futuro irá, de fato, se concretizar? Será que os personagens tem o poder de modificar o curso dos acontecimentos? Estas são questões comuns aos personagens de Flash Forward que, ao se deparar com visões de seu futuro próximo – todos visualizaram o mesmo momento do futuro que ocorrerá dali a exatos seis meses – alguns desejam que estas visões se concretizem e outros se sentem levados a tentar evitar que aconteçam.
Mark Benford, agente do FBI e personagem principal da série, passa a investigar as causas do fenômeno tendo como ponto de partida seu próprio Flash Forward. Na visão que Mark tem de seu futuro ele está em seu escritório tentando juntar as peças da investigação acerca do fenômeno. São justamente as pistas que ele tem acesso em sua visão do futuro que serão o ponto de partida para a investigação que aparece em sua visão. Confuso? Não para os Lostmaníacos que já estão mais do que acostumados com o famoso looping temporal e a descontinuidade do espaço-tempo.
Qualquer semelhança não é mera coincidência e há quem já tenha observado easter eggs relacionados à Lost no episódio piloto de Flash Forward – como um cartaz da Oceanic Airlines, companhia aérea fictícia de Lost. Mesmo com todas as comparações que possam ser feitas entre as duas séries, Flash Forward já mostrou a que veio no episódio piloto (que vazou na internet uma semana antes da estréia). Com rítmo próprio de revelações por minuto o episódio de estréia foi repleto de emoções desde o início e, diferentemente de Lost, dá indícios de que manterá o rítmo até o fim.
Flash Forward vai ao ar na rede norte-americana ABC nas noite de quinta-feira. Episódios e legendas podem ser baixados aqui.
Abaixo teasers e promo da primeira temporada da série.
1 comment Setembro 28, 2009
Lost terá “final para adultos”, afirma Michael Emerson.
Segundo o colunista Michael Ausiello, do TVGuide, que conversou com o intérprete de Ben, Michael Emerson, o ator afirma que Lost não terá um final feliz: “Acho que começaremos a ver mais mortes. Acredito que terá um desfecho triste, ou pelo menos agridoce. Definitivamente, será um fim para adultos.” O que eu acho curioso desta afirmação é que assume-se que um final “feliz” é incompatível com um final “para adultos”. Um final feliz seria, então, um final para crianças. Estamos afirmando que os contos de fada (histórias para crianças por definição, mas não de fato, ao meu ver) tem finais felizes. Ora, você acha que o final da Chapeuzinho Vermelho é um final feliz? Pra você, né? Porque para o lobo…
Lobo Mau. Nós nos envolvemos, torcemos e nos emocionamos com personagens que não seguem o modelo maniqueísta das histórias “infantis” de mocinho/bandido , bem/mal . Passamos algumas temporadas achando que Ben e os Outros eram os vilões até percebermos que Ben pode não passar de uma vítima e uma simples peça no tabuleiro. Mas desde que Benjamin diz para Jack “we are the good guys” (Não me lembro em que episódio, sorry. Minha memória de nerd é fraca) nossas percepções estão embaralhadas e não dá mais pra usar os velhos padrões de mocinho e bandido para julgar estes personagens. Lost é uma série para adultos, sem dúvida, mas adultos com os dois pés na fantasia (afinal, nem sempre é fácil engolir coisas como viagem no tempo e eletromagnetismo sem uma boa dose de fé na magia). Seu final deverá seguir mais ou menos a realidade de mundo adulto à qual estamos acostumados, qual seja, a de que, quase sempre, as coisas não saem como gostaríamos, o que não significa que o final não tivesse sido o mais feliz possível.Add comment Julho 6, 2009

