Posts TaggedLed Zeppelin
It’s been a long lonely lonely lonely lonely time.
Ok, esse blog leva o nome de uma música do Led Zeppelin e acho que isso já explica muita coisa. Sou baterista (pelo menos eu gosto de pensar que sou, já que não pego numa baqueta há mais de ano – sem piadinhas rapazes) e já tentei ser baixista uma vez (na verdade eu continuo tentando). Fato é que os três acordes fazem parte da minha vida e a música está marcada na minha pele pra sempre.
Apesar de conciliar repertórios musicais bastante conflitantes (odeio a
palavra eclética), por alguma razão eu sempre acabo no rock. Acho que no fundo tudo gira em torno disso. As vezes eu me canso, das bandas, da cena (quem conhece o metal underground carioca sabe do que eu tô falando), mando todo mundo pro inferno, sumo jurando nunca mais voltar e vou flertar com a MPB, o pop , o samba, o diabo. Mas o bom filho à casa torna, sempre.
O que me atrai tanto é que, basicamente, o rock não é só uma música, é um estilo de vida. Ninguém resolve usar camisetas de banda um verão e depois desiste da idéia. Ou você tem o armário abarrotado de roupas pretas ou não tem. Pelo menos até o dia em que você se dá conta de que mora no Rio de Janeiro, onde faz um calor f*dido e é uma p*ta idiotice sair que nem um corvo todos os dias. Mas até lá você vai costumizar o seu All Star e rabiscar a mochila com nomes de bandas. É ou não é ou não é ? É!
Isso acontece porque você quer mostrar pra todo mundo quem você é. Você se expressa na música que você ouve, ela fala por você e quando esse discurso vem acompanhado de spikes, jeans rasgado ou qualquer coisa que te converta em alguem diferente dos outros, tanto melhor. Foi justamente no cerne da cultura de massa que surgiu a cultura cujo propósito principal, se você for reparar bem, era fazer as pessoas se sentirem diferentes, únicas. Quanto mais fora dos padrões melhor. Uma busca incansável pela famosa e internacional distinção (tudo sempre acaba em Bourdieu também).
Mesmo pregando contra a cultura de massa, o mainstream, o rock não existiria como música popular massiva não fossem as condições de produção e distribuição que essa mesma cultura criou. O que é algo extraordinário e prova de que o suposto antagonismo mainstream X underground não passa de criancice (ouviram, headbangers?). Rock e mídia são inseparáveis, unha e carne, baixo e bateria, Jimmy Page e Robert Plant, Metallica e Megadeth (hehehe).
Por falar em Metallica, em breve farei um top 5 dos melhores filmes, ficção e documentário, relacionados a bandas de rock, incluindo Some Kind of Monster, documentário sobre o Metallica que eu assisti ontem (!). Enquanto isso fiquem com a lista do Tudo Está Rodando de dez músicas com rock até no nome e com o ensaio de uma banda revolucionária mas que, no momento, está parada e seus integrantes investem em projetos pessoais. XD
Eu sei que o vídeo tá mega escuro, mas é que o estúdio é underground.
Long live Rock ‘n Roll!
2 comments Julho 13, 2009
Eu e Nick Hornby numa tarde fria de domingo.
Sabe aquelas músicas lindas mas que você evita ouvir para não se entristecer e só ouve mesmo quando a coisa já está feia e o único jeito é afundar na depressão de vez? (Top 5 Fundo do Poço soundtrack: Tears of the Dragon do Bruce Dickinson, Back to Black da Amy Winehouse, There’s a light that never goes out do Smiths , Gota d’água do Chico Buarque e Since I’ve been lovin’ you do Led Zeppelin.) É o que acontece comigo e este livro, Alta Fidelidade (e com o filme também, que eu conheci primeiro). Eu me identifico com o personagem principal de uma forma que não é normal, principalmente com a sua incapacidade de agir em determinadas situações. Por isso é no minimo contraditório que eu recorra a ele quando estou procurando por respostas. Geralmente eu as encontro, como nos trechos que eu vou reproduzir abaixo e que eu estava lendo ontem, deitada no sofá da sala, debaixo do edredom, numa tarde de domingo, quando não tinha ninguem no MSN pra eu encher o saco, bebendo todynho, enfim, cenário de total abandono.
I know I’m being stupid, but I don’t want her coming to my shop. If she came to my shop, I might really get to like her, and then I’d be waiting for her to come in all the time, and then when she did come in I’d be nervous and stupid, and probably asking her out for a drink in some cackhanded roundabout way, and either she wouldn’t catch my drift, and I’d feel an idiot, or she’d turn me down flat, and I’d feel an idiot. And on my way home after the gig, I’m already wondering whether she’ll come tomorrow, and whether it will mean anything if she does, and if it does mean something, then which one of us it will mean something to, although Barry is probably a non-starter.
Fuck, I hate all this stuff. How old do you have to get before it stops?
A pergunta da última sentença resume tudo. Quer dizer, quando isso vai parar? Quantas vezes eu ainda vou ter de me sentir uma idiota perto de alguém até que as coisas comecem a funcionar como devem? Além disso “eu sei que estou sendo estúpido”, se não é a frase que eu mais digo, é a que passa pela minha cabeça com a maior frequencia.
Um amigo escreveu uma vez: “Quando me apaixonava por alguém, era capaz de me sentir mais feliz entre o instante em que o sentimento era detectado e o ‘eu acho que estou apaixonado por você’ do que após o tão aguardado ‘eu também’.” Comigo é o exato oposto. Toda vez que me dou conta de que estou (arg!) apaixonada por alguém, ou gostando de, ou afim de, ou having a crush on, ou dê-o-nome-que-quiser por alguém minha vida vira um caos porque eu sei que, apartir daquele exato momento, eu vou começar a fazer coisas sem pensar. Pronto, lá vamos nós agir como idiota de novo, falar coisas estúpidas e sem sentido só pra mantêr a conversa, arrumar desculpas imbecis pra estar perto, fazer papéis ridículos só pra ser notada (felizmente eu muito raramente chego a esse último estágio, mas já aconteceu. Atire a primeira pedra quem já não fez o mesmo). Mas o que me incomoda mesmo é que é sempre a mesma coisa. It all starts the same way and it all ends up the same way. A repetição me incomoda profundamente e ver minha vida presa num círculo vicioso, num looping sem fim, é o que me angustia nesse momento.
Começo a achar que é exatamente por isso que Sinédoque me incomodou tanto. Desde que vi esse filme eu estou tentando achar a razão pela qual me senti tão angustiada com ele. É sempre a mesma história se repetindo, as vezes muda um detalhe ou outro mas isso não é suficiente pra que as coisas tomem outro rumo. Nem os personagens mudam, só quem os interpreta. Isso é Sinédoque, isso é a minha vida.
O que nos leva diretamente de volta ao Nick:
It’s only just begining to occur to me that it’s important to have something going on somewhere, at work or at home, otherwise you’re
just clinging on. If I lived in Bosnia, then not having a girlfriend wouldn’t seem like the most important thing in the world, but here in Crouch End it does. You need as much ballast as possible to stop you floating away; you need people around you, things going on, otherwise life is like some film where the money ran out, and there are no sets, or locationg, or supporting actors, and it’s just one block on his own staring into the camera with nothing to do and nobody to speak to, and who’d believe in this caracter then? I’ve got to get more stuff, more clutter, more detail in here, because at the moment I’m in danger of falling off the edge.
Penso que o problema todo está em ser coajuvante da própria vida. Por mais que você possa, vez por outra, roubar a cena e se tornar extremamente necessário, como um Heath Ledger da vida, você sempre vai precisar de um ator principal, sem o qual simplesmente não tem filme. Tem gente que faz disso um estilo de vida, ser coajuvante, é uma escolha, mas eu escolho ser protagonista, não só da minha vida mas de outra pessoa também, para mais tarde ter com quem dividir o prêmio, nem que seja o de melhor filminho romântico tipo B, daqueles bem bobinhos que terminam com “e eles foram felizes para sempre”.
Para ouvir omeu Top 5 Sad Songs clique aqui.
Cenas dos próximos capítulos: Dia desses vi um filme na sessão da tarde, Fever Pitch, e AMEI, me identifiquei horrores (além de ter a fofíssima da Drew Barrymore). Assim que terminou fui googlear a respeito e descobri que era baseado num livro do (taram!) Nick Hornby. Curious, han?!
1 comment Junho 8, 2009





