Archive for Agosto, 2009
[Podcast] Communication Breakdown #2
De The Monkees a Backstreet Boys: Conheça as Boy Bands, de onde vieram e pra onde foram. Saiba qual grupo acabou queimando o filme de todos os outros e descubra se os Beatles, afinal, são ou não uma Boy Band.
O espaço para comentários e o email midcultpop@gmail.com estão à disposição de vocês para elogios, críticas, sugestões e ataques pessoais.
Se estiver com dificuldades para ouvir o pod, quiser fazer o download ou assinar o feed clique aqui.
Set list:
The Monkees – I’m a Believer
The Jacksons Five – ABC
Menudo – No se reprima
Polegar – Dá pra mim
New Kids on the Block – Step by Step
Backstreet Boys – Everybody
Comentado durante o cast:
Video clipe de Pop! Goes my heart (da Boy Band fictícia do filme Letra e Música)
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4 comments Agosto 19, 2009
Age of aquarius. Aaaaaage of aquariuuuuus.
Rock ‘n Roll rolando solto, grandes músicos no palco, milhares de pessoas reunidas, álcool, sexo e drogas liberados, nem uma briga sequer. Paraíso? Quase. Isso foi o festival de Woodstock (ou que nossos pais nos contam dele). Não vou escrever um mega post romântico e nostálgico sobre o assunto, mas se você quiser ler algo parecido basta jogar no google, tenho certeza de que vai encontrar muitos, muitos posts.
O que me intriga mesmo sobre Woodstock é como ele foi possível. Depois de pensar um pouco cheguei a conclusão de que, só mesmo uma guerra, uma situação muito extrema, pra fazer tanta gente se reunir com um único objetivo. Minha tese de que as situações extremas revelam o melhor e o pior do ser humano ganha cada vez mais força (e daí vem a minha paixão por filmes de catástrofe. Mas já estou desviando do assunto…) Infelizmente parece que a nossa tolerância vêm aumentando. As guerras e suas atrocidades não nos comovem mais, e o Rock ‘n Rio, que foi o evento que mais se assemelhou a Woodstock até hoje, nem é mais no Rio (e a parte do rock eu nem comento).
Mas se por um lado um evento como este hoje seria quase impossível de se repetir (e o próprio woodstock teve reedições que não repetiram o sucesso) alguns fenômenos dos dias atuais me impressionam tanto quanto. Coisas como todo mundo com avatar customizado de Coringa antes da estréia de Cavaleiro das Trevas, centenas de milhares de pessoas discutindo teorias sobre Lost em fóruns da internet e tudo isso que faz com que a gente se sinta parte de uma comunidade, mesmo sem estar dividindo o mesmo espaço.
O nosso “estar junto” mudou e, por mais que eu sempre diga que queria ter nascido nos anos 60, é preciso aceitar que eu sou uma criatura do meu tempo. Isso quer dizer, em termos práticos, que por mais incrível que podesse ser ver o The Who e aquela gente toda reunida, eu jamais sobreviveria ali sem chuveiro elétrico e Twitter, pra dizer o mínimo. Quer conflito de gerações maior do que esse?
Add comment Agosto 15, 2009
Yes, we can sing. – Uma Boy Band em crise de identidade.
Tirando a poeira do blog, em rítmo de férias suinas. Não sou muito boa em prever tendências mas estou sentindo uma certa revalorização das tão estereotipadas, injustiçadas e zoadas boybands. Ou pelo menos de uma delas, a maior de todas, os incríveis, maravilhosos, lindos, absolutos (tá bom, parei) Backstreet Boooooooys.
Os meninos estão com CD novo, This Is Us, pra ser lançado em 6 de outubro, e já lançaram o primeiro single, Straight Through my Heart, que pode ser ouvido no site do grupo. “Mas os Backstreet Boys não acabaram?”, você vai dizer, e eu vou responder: Não. E isso também não se trata de uma volta. É verdade que os Boys passaram por um hiato mais ou menos entre 2001 e 2005, quando lançaram o álbum Never Gone. Mas ninguém ficou sabendo. Isso porque a divulgação desse álbum foi uma boa bosta e vendeu pouquíssimo. Em 2007, sem Kevin Richardson (que saiu para se dedicar à família e projetos pessoais. – E quem se importa?) eles lançaram Unbreakable, que já trazia alguns elementos novos mas ainda era um álbum bastante familiar. E foi com essa turnê que os meninos voltaram ao Brasil após oito anos de espera e levaram esta jornalista sem diploma que vos escreve à falência (mas isso é outra história).
Quem é fã, como é meu caso, tem acompanhado nos últimos meses os indícios de uma mudança mais radical no estilo dos caras, através de várias músicas que supostamente vazaram durante a gravação do novo álbum. Muitas delas não me agradam. Brian Littrell disse em entrevista que eles pretendem provar de uma vez por todas que os Backstreet Boys cantam mesmo. Ora, como fazer isso com produtores que estão acostumados com artistas que não cantam e usam efeitinhos nas vozes a cada cinco segundos? O fato é que eles estão com um discurso de “busca de identidade”, que estão “se redescobrindo” e por isso o álbum se chama This Is Us. Se o produtor da Lady Gaga soube captar a verdadeira essência dos Backstreet Boys só saberemos no dia 6 de outubro.
Estou tendo um pouco de dificuldades para aceitar este novo BSB, mas isso me fez pensar em como ele
s soavam no início e a evolução deles (ou não) ao longo desses 16 anos de carreira. Muita gente não sabe mas o Backstreet Boys se inspiraram muito no início da carreira em grupos vocais dos anos 70, como The Stylistics, e mais recentes, como Boyz II Men. Aliás eles se autodenominam um grupo vocal e ficam bravos quando são chamados de (arg) Boy Band. Eles sempre conseguiram administrar o lado comercial de ter uma música altamente vendável mas sem abandonar suas inspirações iniciais. Mas parece que agora a balança está pendendo pra um dos lados (e um lado que eu não gosto, diga-se). De repente eu só estou sendo nostálgica.
E aproveitando a vibe “recordar é viver” me lembrei de uma referência descarada que os Boys fazem ao grupo The Floaters. Infelizmente essa música só é conhecida por fãs, já que é uma b-side. Mas eu juro, vale muito a pena se você relevar o Kevin tentando fazer o Barry White.
Abaixo, as duas músicas pra você comparar. As letras você encontra aqui e aqui.
Add comment Agosto 7, 2009





